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Arena Chacrinha oferece oficina de percussão gratuita aos moradores de Pedra de Guaratiba (Jessé Cardoso)
22
Novembro

Arena Chacrinha oferece oficina de percussão gratuita aos moradores de Pedra de Guaratiba

  Jessé Cardoso
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Desde março, a Arena Carioca Abelardo Barbosa Chacrinha, em Pedra de Guaratiba, realiza gratuitamente oficinas de percussão todas as quintas, de 19h às 20h30. O instrutor e musico há mais de 20 anos Francisco Chagas (37) explica que a ideia surgiu após a criação do bloco de carnaval “Bacalhau do Chacrinha”, criado em fevereiro deste ano com o objetivo de reunir moradores para tocar na festa de carnaval promovida pela Arena. “Pedra de Guaratiba sempre teve a tradição de blocos de carnaval. Nos anos 70 e 80, desfilavam mais de 20 blocos durante a festividade, mas com o passar dos anos, os blocos foram se acabando. Nosso esforço, no último carnaval, foi juntar os moradores para resgatar as músicas dos blocos antigos e também tocar músicas inéditas que tenham a identidade do nosso novo bloco”, completa. Segundo o multi-instrumentista, nada disso seria possível sem o apoio da Arena Chacrinha. “Ter a Arena aqui em Pedra de Guaratiba foi ótimo, pois nos possibilitou trazer muitas atividades pra cá. Moro aqui no bairro, amo o lugar, e sempre quis contribuir ensinando as pessoas a tocarem, mas faltava uma oportunidade, e a Arena foi o espaço ideal para isso”, salienta ele.

Com apenas 7 meses de aulas, já começam a aparecer talentos no grupo, como é o caso de José Rodrigues (50) que ama samba e percussão. “Já fui puxador dos blocos aqui do bairro, já toquei em rodas de samba e pagode. Amo música, sei tocar um pouco de cada instrumento”, conta. Já Nélio Sergio Gomes dos Santos (53) é compositor de sambas e concorre anualmente no bloco “Simpatia é quase amor”. “Sempre saí em escolas de samba, gosto muito do ritmo. Resolvi fazer a oficina para adquirir mais conhecimento sobre os instrumentos, pois isso colabora para as minhas composições”, diz.

Baterista, Victoria Alves (22) afirma que a percussão tem ajudado também a se aprimorar no seu instrumento de origem. “Estou tocando caixa aqui na oficina, e ela tem me ajudado a me soltar mais, ganhar mais ritmo e dinâmica”, conta a moradora de Pedra de Guaratiba.

O mineiro Osmar Alves de Macedo (28) diz que tocava zabumba, instrumento musical de percussão muito utilizado em ritmos como forró e baião, e que isso facilitou a transição para o surdo de terceira, que toca hoje na oficina. “O que me fez entrar na oficina foi o bloco. Quando eu vi tocando aqui na Arena no Carnaval, logo me interessei. As aulas são muito bacanas, já aprendi a tocar muitos sambas e ando até dando umas palhinhas em rodas de samba com amigos”, brinca.

Em sua primeira aula, Mara Schnool (60) relata que sempre amou música, principalmente o samba, e que tinha o sonho de tocar algum instrumento. “Admiro muito samba e Carnaval, já desfilei em várias escolas de samba. Comecei agora tocando chocalho, mas meu objetivo é sair tocando surdo. Estou muito animada e confiante de que vou conseguir, pois o professor incentiva a gente, coloca nossa autoestima lá em cima e não deixa a gente desistir. No próximo Carnaval, já quero sair tocando no bloco”, planeja ela.

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